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Gestor público, publicitário, especialista em Sociologia, com extensão em políticas públicas e jornalismo de políticas públicas...
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Mensagem do dia 18/08/2011 11h48
"Apesar de todo o esforço para a automatização da sociedade, o homem não consegue ter uma vida sem significado."
(Carl Gustav JUNG)
Ética, sociedade e movimentos sociais
16/05/2012 09h14 - em Círculo Umanisté de Estudos
[ #Umanisté - Fragmento n. 003 ]
Em Stompka (1998) acabo de ler:
“Uma sociedade que reprime, bloqueia ou elimina os movimentos sociais destrói seu próprio mecanismo de autoaperfeiçoamento e autotranscedência [...] ela se torna uma ‘sociedade passiva’, de pessoas ignorantes, indiferentes e impotentes, às quais não é dada nenhuma chance de cuidar de seu próprio destino e que, por conseguinte, deixarão de cuidar de tudo o mais. A única perspectiva de tal sociedade é a estagnação e a decadência”.
(Sociologia da Mudança Social. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira)
E em Gramsci (1975):
“Deve-se buscar a base científica da moral na afirmação de que a sociedade não se propõe problemas para cuja solução não existam as condições, no sentido de que, quando estas existem, a solução daqueles se torna ‘dever’ e a vontade de resolvê-los se torna ‘livre’. A ética, portanto, é uma investigação sobre as condições necessárias para a liberdade de querer algo num certo sentido, em direção a determinado fim.”
(Quadermi Del cárcere. Torino: Einaudi, v. 2. Edição Crítica de Valentino Guerratona – Instituto Gramsci)
Conheça o Círculo Umanisté.
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Sebatisanismo e política
14/05/2012 16h34 - em Outros pitacos
Do blog do Noblat:
Na política, não espere a chegada de um salvador
por Elton Simões*
Em 1578, Dom Sebastiao, Rei de Portugal, lutou contra os muçulmanos e morreu na Batalha de Alcácer-Quibir, na África, sem deixar herdeiros. Ninguém o viu tombar nem se recuperou o corpo do rei morto. Assim começou o Sebastianismo.
Em essência, Sebastianismo é a crença de que Dom Sebastiao não morreu, mas, sim, apenas desapareceu. O Sebastianismo promete que, um dia, Dom Sebastião voltará como um enviado divino, o messias. Encarnaria um redentor, com capacidade para mudar a ordem das coisas e trazer paz, justiça e felicidade.
A politica moderna, muitas vezes, parece uma reedição do sebastianismo. Os candidatos são apresentados como sendo a solução para todos os problemas. A crença na salvação politica através de um messias traduz uma inconformidade com a situação política e uma expectativa de salvação miraculosa, através de um individuo.
Acreditar em um messias politico que a todos salva é compreensível. A ideia de que a salvação vem de fora e já pronta é atraente. O messias não requer envolvimento do cidadão no processo politico. A solução de todos os problemas acontece independentemente da população e sem que seja preciso qualquer esforço por parte dela.
Acreditar em messianismo é conveniente. Mas custa caro.
Apesar de ser confortável, a crença na salvação através de um messias tem consequências politicas negativas e duradouras. Na democracia, os líderes são periodicamente escolhidos através do voto. Acreditar que qualquer um dos candidatos tenha qualquer semelhança com um messias é, na melhor das hipóteses, frustrar-se periódica e repetidamente.
Ao retirar da população o peso e a responsabilidade pelo seu destino, as soluções messiânicas enfraquecem o relacionamento entre governantes e governados. Criam a ilusão de que os governados não têm qualquer responsabilidade na escolha dos governantes, ou mesmo que essa responsabilidade não tem efeito prático, já que tudo será resolvido pelo messias da vez.
Governos e sistemas políticos são o espelho e o desejo dos governados. São os governados que emprestam credibilidade aos governantes. Cabe aos governados não só assumir a responsabilidade pela escolha do governante, mas também fiscalizar suas ações no governo.
Na democracia, como na historia, Dom Sebastiao morreu no campo de batalha. Não deixou herdeiros ou substitutos. Não voltará. Nem precisa voltar. Dom Sebastiao pode descansar em paz.
A solução de qualquer problema na democracia está, e continuará sempre, nas mãos do eleitor. Melhor assim.
* Elton Simões mora no Canadá há 2 anos. Formado em Direito (PUC); Administração de Empresas (FGV); MBA (INSEAD), com Mestrado em Resolução de Conflitos (University of Victoria). Email: esimoes@uvic.ca.
Escreve no Blog do Noblat às segundas-feiras.
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Bauman e o sentido de "pertencimento"
14/05/2012 13h45 - em Leituras sociológicas
"Modernidade Líquida"!
Trechos da entrevista de Zygmunt Bauman, que é hoje uma grife da sociologia, lido, citado e compartilhado em toda parte. Esse status se deve em grande medida ao seu conceito de "modernidade líquida", aplicado às sociedades pós-industriais que perderam o sentido de "pertencimento" – Valor 11/12/13.
1. Era da Reciclagem é viver sob pressão de mudanças constantes e, em geral, imprevisíveis o que favorece uma cultura do esquecimento, em vez de uma cultura do aprendizado e da lembrança. Na sociedade consumista da modernidade líquida, as coisas começam a envelhecer já no momento em que nascem, e a distância temporal entre acolhê-las entusiasticamente e rejeitá-las como ultrapassadas vem se encurtando em uma velocidade cada vez maior.
2. A tecnologia digital, com seu espaço infinito para armazenar informação, intensificou esse processo a que me referi acima: não temos mais necessidade de expandir nossa memória pessoal, na medida em que toda informação existente está mantida em segurança em servidores da Web e pode ser recuperada quando o desejarmos. Hoje podemos esquecer sem nos sentirmos culpados... E fazemos isso. As coisas esquecidas não estão mortas - ou, ao menos, parece. Entretanto, se essa ideia é reconfortante, ao mesmo tempo é enganadora e potencialmente danosa. Nenhuma de suas consequências de longo prazo são realmente encorajadoras. Já seus resultados imediatos são a fragilidade dos limites do homem e o status provisório de quaisquer soluções para os problemas, além das sensações de desconhecimento - mais do que a capacidade de entender- e de impotência - mais do que a capacidade de agir efetivamente e com confiança no resultado.
3. Hoje, o "tempo real" se constitui no padrão em relação ao qual todos os outros tempos são comparados. O valor supremo é a imediatez. Somente o tempo vivido cotidianamente parece e é sentido como "real". Tudo aquilo que reside no "passado" e no "futuro" foi descartado. Nossas vidas, por assim dizer, são uma sucessão de "momentos presentes" - chamei tal percepção temporal de "pontilhista", para distingui-la da percepção até então dominante, a de imagens "cíclicas" ou "lineares". A história é hoje uma série de presentes, e esse presente transitório é a única constância... Em consequência, a incerteza é a única certeza...
4. Mídias sociais são "redes" fazendo o papel das comunidades enfraquecidas. Mercados consumidores: a partir dele, podemos comprar os ícones do pertencimento, mas sem o genuíno auto sacrifício e a autoimolação que o pertencimento na vida real requer...
5. O nacionalismo tem muitas causas - todas elas muito diferentes. Na Europa, o nacionalismo não está em crise porque o que está em crise é justamente a soberania do Estado-nação. Essa é a razão por que o capital político tenta se construir a partir dos medos nascidos de um processo mais amplo de separação entre o poder (a capacidade de fazer as coisas) e a política (a capacidade de decidir que coisas precisam ser feitas).
6. Na verdade, a União Europeia é um escudo que protege os Estados membros de calamidades muito piores, caso ocorresse um divórcio entre eles. Os problemas que os políticos nacionalistas prometem resolver por meio da ressurreição da "soberania plena" do Estado-nação são fadados a se aprofundar, e não serem sanados, pela desmontagem desse escudo protetor. A imigração, outro alvo dos políticos nacionalistas, também não poderia ser suprimida sem minar a economia europeia, seriamente dependente da capacidade e da mão-de-obra importadas.
Divulgado por César Maia, em 13/05/2012
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O preço do improviso!
10/05/2012 06h50 - em Meus pitacos
Uma das piores coisas que acontecem com os políticos é que só sentem necessidade de se posicionar ou falar sobre suas propostas e "planos" (quando tem algo para mostrar!) numa única ocasião: quando vão pedir o nosso voto. De resto, passam quatro anos fingindo que nada que acontece nos governos ou nos legislativos é com eles. Neste caso, se por carisma, popularidade ou mesmo 'sorte' se elegem, fazem mandatos de improviso.
E o preço por todo esse improviso quem paga somos nós, os verdadeiros donos na nação.
O despreparo dos políticos (e de quem os elege) em nosso país é assustador.
Em 2012, precisamos votar com consciência.
Afinal, quatro anos é muito tempo.
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Ação política e gestão pública
08/05/2012 22h32 - em Círculo Umanisté de Estudos
[ #Umanisté - Fragmento n. 002 ]
Li o texto em tela e pensei em compartilhar com os eleitores do blog.
( i ) "A Ação política tem enorme conteúdo ético na medida em que torna o político (e quem age politicamente) responsável pela preservação ou deterioração do bem comum, daquilo que é de todos por não pertencer a ninguém. O político, mais que qualquer outro, deve assumir a responsabilidade pelas ações que realizou e seus resultados."( ii ) "[...] a gestão pública não pode ser pensada separadamente das questões éticas e políticas tradicionais."
Do Livro "Ética, Pesquisa e Políticas Públicas"
por Gislene Aparecida dos Santos e Flávia Mori Sarti (Org.)
Ed. Rubio, 2010.
A publicação que se soma aos textos que ando lendo para embasar meu 'ativismo sociológico' e soma-se aos conceitos junguianos e levinasianos (base teórica) e ao Solidarismo enquanto doutrina, sistema e ideologia.
Conheça o Círculo Umanisté.
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