Não obstante as opiniões diversas que se tem do ex-governador Anthony Garotinho (PR), que concorre à uma vaga para a Câmara dos Deputados, uma coisa é fato: seu poder de comunicação e sua inteligência política sempre foram muito acima da média quando comparadas aos demais políticos cariocas.
O problema é que Garotinho veio cometendo uma série de erros. O primeiro deles, ter apoiado Sérgio Cabral (PMDB). Até este blogueiro, que é mais "bobo", sabia que a rasteira seria inevitável após as eleições. Só não imaginei, à época, que seria tão rápido. Rasteira dada, restou a Garotinho correr por fora, escolher outro partido e começar do zero. E assim foi feito.
A solução seria concorrer ao governo nas eleições deste ano e - no mínimo - dificultar a vida de Cabral. Esse era o caminho natural. Alegando falta de alianças e a necessidade de formar um bancada Garotinho optou por concorrer não mais ao governo e candidatou-se à deputado federal. E possívelmente será o mais votado.
Acontece que por trás dessa decisão, estaria também o fato de Garotinho responder pro processos que o impediram de assumir. E neste caso, mesmo concorrendo ao legislativo federal, o impacto seria desastroso, pois se julgado culpado, seus votos seriam considerados nulo e adeus bancada republicana.
Considerando esta possibilidade de não poder assumir - possibilidade, alias, cada vez mais perto de se concretizar - Garotinho deveria mesmo ter concorrido ao Governo do Estado para forçar o segundo turno. Ele, sim, teria condições de tirar mais votos de Sergio Cabral impedindo assim o massacre que se aproxima: a vitória de Sérgio Cabral já no primeiro turno.
Difícil entender o que se passava na cabeça de Garotinho a ponto de levá-lo a cometer esse erro de estratégia!
O vídeo em tela apresenta alguns relatos dos episódios protagonizados pela ex-ministra Dilma Rousseff, candidata do PT, durante sua gestão a frente da Casa Civil. Provavelmente os blogueiros "lulopetistas" dirão que é armação "demotucana", mas todas as informações contidas no vídeo são verídicas e foram extraídas de fontes oficiais.
"323 jornalistas e comunicadores se juntaram para discutir o poder e o alcance dos blogues e debater a comunicação – de maneira geral – em São Paulo (SP), durante o 1º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas. O encontro ocorrido entre os dias 20 e 22 de agosto aproximou uma rede em expansão na internet de blogueiros conhecidos por fazerem o contraponto jornalístico dos fatos e opiniões da grande mídia.
Os jornalistas se classificam como independentes e ativistas dos movimentos sociais. O uso do blog foi a maneira que encontraram para driblar o bloqueio midiático a determinados assuntos e combater a concentração dos veículos de comunicação no Brasil.
A Radioagência NP conversou sobre o Encontro de Blogueiros com um dos organizadores do evento, o jornalista Rodrigo Vianna. Rodrigo também é diretor de Comunicação do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, que articulou o fórum".
A situação não está fácil para o tucano José Serra. Depois de uma pré-campanha "surfando" na casa dos 43 pontos na pesquisa, a candidatura do tucano despenca na mesma proporção que a candidatura da lulopetista Dilma Rousseff decola. Alguns analistas atribuem a guinada aos erros de estratégia do tucano durante a pré-campanha e na escolha do candidato à vice-presidência e, em especial, na últimas semanas com a tentativa de vincular Serra a Lula.
Em 2004, durante a campanha eleitoral, vi um erro muito parecido por parte do candidato a prefeito de Volta Redonda - o então deputado federal - Paulo Baltazar (PSB). Assim como Serra, Baltazar à época iniciou o pleito como favorito, escolheu mal o vice e adotou a estrategia errada ao tentar vincular-se ao então prefeito Neto. A campanha que derrotou Baltazar teve seu auge na vinculação do mesmo com o presidente da CSN, odiado por uma grande parcela da cidade.
"um dos instrumentos mais importantes, se não for o mais importante, em uma campanha política é a estratégia de campanha. O Partido pode ter um bom candidato, um bom discurso, uma boa história de vida, boas propostas, mas se errar ao escolher a melhor estratégia para vencer a eleição, certamente vai ser derrotado. Isto já aconteceu algumas vezes, inclusive em Volta Redonda, em 2004. É quando a gente afirma que o candidato perdeu para ele mesmo. Os assessores de marketing eleitoral não souberam como vencer a eleição ou o candidato simplesmente não aceitou a proposta dos seus assessores, porque a última palavra é sempre do candidato. É o que está acontecendo com o Serra no momento."
Difícil não concordar com Boechat. A pergunta que faço é: se era para fazer feio, por que não deixou Aécio Neves concorrer? Pelo menos assim o candidato daria aos paulistas o gosto de vê-lo terminar ao menos um mandato.
Segundo o jornal, o desgovernador Sérgio Cabral "arrecadou R$ 4,7 milhões - 47 vezes o que foi arrecadado pelo segundo colocado nas pesquisas, o deputado Fernando Gabeira (PV), e mais do que os candidatos à Presidência José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV)."
Cabral entretanto nega-se a revelar a origem das doações. O que não é difícil entender. Afinal, informar quem são os doadores implica em dizer que alguns deles têm motivos de sobra para isso.
Resta saber se os outros candidatos saberão explorar isso nos debates.
"O presidente licenciado da Assembleia Legislativa Jorge Picciani (PMDB) ainda patina nas pesquisas eleitorais para o Senado. Está em quarto lugar, segundo os mais recentes levantamentos, atrás de Marcelo Crivella (PRB), Cesar Maia (DEM) e Lindberg (PT). Mas em um item está disparado na frente: faz a campanha mais vistosa. Em todo o estado, o que mais se vê é placa de Picciani."
Pitaco deste blogueiro:
Ver o presidente licenciado da Alerj patinando nas pesquisa é um alento de que nem tudo está perdido e que cariocas e fluminenses ainda têm dignidade na hora de votar.
O triste é saber que mesmo com grandes chances de sair derrotado, o em breve ex-deputado, continuará no comando. Afinal, em um ato de nepotismo eleitoral descarado Picciani provavelmente reelegerá seu filho Leonardo (deputado federal) e ainda introduzirá o outro Rafael (deputado estadual) na política. E se não bastasse, de quebra, ainda corremos o risco de vê-lo como Secretário de Estado caso Cabral se reeleja.
Se não bastasse todos o motivos para não reeleger cabral, ainda temos mais esse.
Selecionei só duas frases de Lindberg Farias (PT), que concorre aos Senado, para reflexão dos leitores deste blog. Observem: (1) “Aqui no Rio, o PT tem que lançar uma candidatura que defenda os interesses do povo trabalhador, que tem sofrido com as políticas elitistas do governo Cabral"; e, (2) "Eita! Cabral vaiado novamente. Agora em Rio Bonito. E hoje ainda é 14. Pior será amanhã, dia 15, dia do professor, que no Estado do Rio recebe R$ 600". Mediante estas declarações pergunto:
O que fez mudar a opinião do ex-prefeito de Nova Iguaçu?
Ou Lindberg nunca achou isso e, portanto, foi leviano; ou achava e, pelo poder, mudou de opinião. O fato é que Lindberg mostrou que o que menos importa são os princípios morais e valores éticos que deveriam - note, deveriam - nortear a conduta dos bons políticos.
Ricardo Gama é um advogado carioca que tive o prazer de conhecer há menos de um ano através de uns vídeos que este cidadão coloca youtube. A ousadia deste homem bombou na internet, ganhou muitos seguidores e irritou a "corja" política do Rio. Penso que ele deveria ser menos agressivo, mas é o seu jeito e respeito. Replicar seu 1º vlogger é para mim um dever, pois são poucos que têm a coragem de opor-se tão claramente ao "poder" dessa turma.
Líder do governo na Câmara, o deputado federal Cândido Vaccarezza (PT) afirma que a ausência da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, no primeiro debate da internet brasileira, se deve a "problemas de agenda".
A coordenação de campanha da candidata informou nesta terça-feira (20) que ela não comparecerá ao Debate On-Line 2010, promovido em conjunto por iG, MSN, Terra e Yahoo!, na próxima segunda-feira (26), às 15h.
"Nós recebemos diversos convites, mas o UOL tinha encaminhado antes. Ela acertou vários debates e, por razões de agenda, não irá a esse", disse Vaccarezza.
O jornalista Heródoto Barbeiro será o moderador do debate. Foram convidados os candidatos que apresentaram mais de cinco por cento da intenção de votos em pesquisas eleitorais no mês de junho: Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV).
O Debate On-Line 2010 será aberto pelos próprios candidatos fazendo perguntas entre si sobre os temas que os internautas irão sugerir pelos portais, nos dias que antecedem o encontro. Em seguida haverá perguntas dos jornalistas dos portais e dois blocos de perguntas dos usuários.
Dividida em quatro blocos, a interação com os candidatos convidados será integralmente pautada pelos internautas, o que fortalecerá o processo democrático num debate com a própria sociedade.
Pitaco deste blogueiro:
Em 2006, Lula fugiu dos debates e acabou tendo que enfrentar Alckmin no segundo turno. Dilma não é Lula. Creio que a candidata lulopetista não deveria subestimar seus adversários.
A estratégia de fugir de debates não é inteligente.
Durante Governo @SergioCabralRJ, Rio Janeiro lidera em números de crimes eleitorais, mas afunda na Educação!
Há alguns dias, o Rio de Janeiro foi notícia por ocupar o penúltimo lugar no raking da Educação. Só teve números melhores que Piauí. Logo depois, foi a saúde que ocupou lugar nos notíciários com destaque para o nosso (des)secretário Sérgio Cortes.
Acostumado a ocupar lugar de destaque - negativamente, é claro - no jornalismo, o Estado desgovernado por Sérgio Cabral agora "comemora" primeiro lugar em crimes eleitorais nos últimos quatro anos.
A permissividade do governador e seus maus exemplos fazem escola na política carioca!
Segue trecho da matéria publicada pelo jornal Folha de São Paulo:
"Terceiro maior colégio eleitoral do país, o Rio de Janeiro lidera um inédito ranking da Polícia Federal sobre crimes eleitorais. Nos últimos quatro anos, a polícia fez mais de 3.400 investigações no Estado para apurar delitos como compra de votos, caixa dois, inscrição e transporte irregular de eleitores e boca de urna. Desde 2006, a Polícia Federal abriu mais de 20 mil inquéritos em todo o país para apurar crimes relacionados às eleições, desde os pequenos até os mais graves, o que resultou no indiciamento de mais de 5.500 pessoas. Alguns dos políticos que tiveram os mandatos cassados no período foram alvos dessas investigações."
Não é possível que esses números sejam mera coincidência!